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Jagged Alliance Crossfire

2 Comentários

Aê, tu já parou pra pensar que em algum lugar do mundo, alguma empresa está agora, neste exato momento pegando um jogo que você gostava e esmerdalhando-o em uma continuação ? Pois bem, agora vamos ao post. E não, esta frase não é totalmente solta: como vocês já devem saber, este jogo é uma grande merda sim.

baixei o game (muito leve por sinal) e instalei-o em minha máquina. Logo na entrada me deparo com um belo e escancarado menú horrendo com uma janela estilo retrô com as configurações de resolução na qual eu pretendia entrar no jogo. Depois da introdução bosta, finalmente chego na área de selecionar bonecos e começar a missão. Mas vou lhes dizer aqui: Não há indignação mais pura e sublime um inventário ruim. Mas este aqui, amigos… me pareceu que 1995 voltou e mandou um abraço.

Você clica em um menú escondido, e surge uma tela de contratação de personagens com gráficos impiedosamente ruins. E ao clicar em determinado boneco, aparece uma outra tela com um som de internet discada, e aí sim o personagem é contratado para a missão. Este jogo não era pra sair este ano. Era para ser lançado como uma expansão do Jagged Alliance antigo na época de seu lançamento. Por isso, essa manobra de lançar o que era pra ser uma DLC em um jogo novo, é transparente em seu propósito, é cara de pau e é oportunista. Parece que eu comprei um jogo de CD-ROM de banca de jornal para “testar ao máximo seu Computador com windows 98”

Antes, uma breve explicação da história do jogo: Existe  um país pacifico, chamado Khanpaa que sofre dos ataques brutais de tropas mercenárias. Para salvar este país de um massacre sangrento, o embaixador Behnam Atiqullahs tem como única opção contratar a sua própria equipe de mercenários para travar estes ataques inexplicáveis e pôr termo à agonia de Khanpaa. Beleza ?

Para algumas tarefas, existe uma necessidade fundamental de ler um manual de instruções. Montar móveis, construir aquele navio pirata fantástico de Lego, ou operar um personagem militar tático com trocentas funções em Jagged Alliance Crossfire. Por outro lado, no entanto, depender de um manual é levemente deprimente e um pouco retardado até. Mas aqui não há nenhuma vergonha em admitir, nestes casos, que você precisa de um tutorial explicando cada passo do processo. A vergonha é você estar jogando esta porcaria, enquanto existem jogos bons lá fora te esperando.

Nada aqui é explicado – É tudo na intuição mesmo: Pra que diabos serve munição de shotgun que você começa, se você nao possui a porra da Shotgun ? Então presume-se que futuramente, você conseguirá uma. Mas não.

Outra coisa que pra mim foi uma raiva totalmente nova, é que o telhado das contruções não somem quando seu boneco chega perto delas. Eu quero ver o que há dentro do prédio, mas a droga do teto fica alí me atrapalhando, quando o certo seria desaparecer estilo The Sims para eu ver o que há dentro das coisas antes de eu entrar. Mas não.

E quando rola alguma ação ? Os personagens ficam parados com uma contagem descrescente até que seu boneco dispare a arma em diversas tentativas até que o inimigo faleça, ou você morra tentando. Mas aí você me diria:

Sim, eu sei que devem existir técnicas diferentes de surpreender os atiradores de forma que você não seja atingido. Mas é um trabalho tão colossal, que você começa a pensar se vale a pena fazer uma manobra de tantas voltas, pra matar só um boneco. Não tem aquele artifício de jogar uma moeda no chão pro vilão chegar perto e ser surpreendido pela sua faca atirada de longe silenciosamente como no Desperados. Mas você pode apertar o “pause” do jogo, e com calma esquematizar melhor a posição dos guerrilheiros, pra facilitar a ação.

Alguns momentos mais tarde meus personagens perdem a munição e passam a vagar pelo cenário, procurando balas para suas armas. Em muitos aspectos a experiência “gamística” se assemelha muito a aquela do Commandos, só que muito, muito deturpada e até meio mongol em algumas situações (como um inimigo pisotear um colega de trabalho morto e não perceber que o corpo de seu companheiro jaz alí, sobre suas botas) Também não tem mais a lei do silêncio; você pode explodir um tanque de combústivel, e só pessoas que estiverem a tipo, 10 metros vão se incomodar. Existem também outros personagens genéricos perambulando pelo cenário, mas ninguém se prontificava a delatar seus personagens. Tudo me incomoda aqui, é uma sensação de desconforto do início ao fim.

Tem certeza que você compraria um bicho desses ?

Mas o ápice foi quando meu personagem morreu, e ficou por isso mesmo. Nenhum aviso de Game Over, nem de Load Game… NADA. Minha expressão facial neste momento foi indescritível. Aliás, mentira, porque posso descrever sim — Fiquei 5 minutos com a cara estática esperando alguma mensagem, e quando nada aconteceu, mandei um 🙄 e depois de averiguar,  tristemente, que não havia mais o que fazer, executei o Load Game manualmente.

Sinceramente acho que um jogo nos moldes dos games antigos de tática, unido a uma reformulação gráfica e temas modernos, não teria como dar errado. Olha essa onda absurda de nostalgia gamer que estamos presenciando. Nunca se valorizou tanto os games clássicos como hoje em dia. Mas esta é uma tarefa que tem que ser feita com responsabilidade. Coisa que aqui nesta merda de jogo não é. Eu queria que uma platéia presenciasse a destruição em massa deste jogo, digna de um trator passando em cima de armas de fogo no chão, a fim de extinguir de vez sua existência da sociedade!

 

 

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2 pensamentos sobre “Jagged Alliance Crossfire

  1. Po, mas 1995 era uma época legal… Saudades de Warcraft 2 e Heroes of Might and Magic…

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