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O Melhor Game de Todos os Tempos

Quando eu acabo entrando em uma conversa sobre esse tipo, a primeira impressão é que “Qual seu game favorito?” e “Qual o melhor game da história?” são perguntas iguais. Mas depois de pensar um pouco, dá pra compreender melhor, que são coisas completamente distintas.

Posso dizer sem resalvas que um dos meus game favorito é Max Payne 2 mas sei que Skyrim é um jogo melhor. Tudo ai é uma questão de qualidade comprovada contra a sua percepção do que que é bom. Todo mundo tem um game favorito mas games bons de verdade precisam de um pouco mais de unanimidade.

Digo isso porque essa semana acabei vendo uma dessas listas de melhores games da história de acordo com o gamesradar, que não é diferente de outras sites do tipo que anualmente fazem uma lista do gênero. A cada década, o jornal “gamístico” recolhe o voto de críticos, acadêmicos, programadores e jogadores comuns na busca pelo melhor game da história.

Durante muito tempo, Super Mario Bros liderou essa lista. Mas de um tempo pra cá, observei algumas listas onde Metroid, ou Ocarina of Time já encabeçaram a lista. Metroid é um game que demorei tempo demais pra perceber o que realmente ele era e o motivo dele significar tanto. Lembro um amigo me mostrou Metroid no mesmo dia que True Lies e Eartworm Jim. Coloquei True Lies primeiro, e meu interesse ficou só nesse.

True Lies não é daqueles games que te marcam para sempre mas merece ser jogado sem expectativas. Nunca passei da 5º fase.


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Jagged Alliance Crossfire

Aê, tu já parou pra pensar que em algum lugar do mundo, alguma empresa está agora, neste exato momento pegando um jogo que você gostava e esmerdalhando-o em uma continuação ? Pois bem, agora vamos ao post. E não, esta frase não é totalmente solta: como vocês já devem saber, este jogo é uma grande merda sim.

baixei o game (muito leve por sinal) e instalei-o em minha máquina. Logo na entrada me deparo com um belo e escancarado menú horrendo com uma janela estilo retrô com as configurações de resolução na qual eu pretendia entrar no jogo. Depois da introdução bosta, finalmente chego na área de selecionar bonecos e começar a missão. Mas vou lhes dizer aqui: Não há indignação mais pura e sublime um inventário ruim. Mas este aqui, amigos… me pareceu que 1995 voltou e mandou um abraço.

Você clica em um menú escondido, e surge uma tela de contratação de personagens com gráficos impiedosamente ruins. E ao clicar em determinado boneco, aparece uma outra tela com um som de internet discada, e aí sim o personagem é contratado para a missão. Este jogo não era pra sair este ano. Era para ser lançado como uma expansão do Jagged Alliance antigo na época de seu lançamento. Por isso, essa manobra de lançar o que era pra ser uma DLC em um jogo novo, é transparente em seu propósito, é cara de pau e é oportunista. Parece que eu comprei um jogo de CD-ROM de banca de jornal para “testar ao máximo seu Computador com windows 98”

Antes, uma breve explicação da história do jogo: Existe  um país pacifico, chamado Khanpaa que sofre dos ataques brutais de tropas mercenárias. Para salvar este país de um massacre sangrento, o embaixador Behnam Atiqullahs tem como única opção contratar a sua própria equipe de mercenários para travar estes ataques inexplicáveis e pôr termo à agonia de Khanpaa. Beleza ?

Para algumas tarefas, existe uma necessidade fundamental de ler um manual de instruções. Montar móveis, construir aquele navio pirata fantástico de Lego, ou operar um personagem militar tático com trocentas funções em Jagged Alliance Crossfire. Por outro lado, no entanto, depender de um manual é levemente deprimente e um pouco retardado até. Mas aqui não há nenhuma vergonha em admitir, nestes casos, que você precisa de um tutorial explicando cada passo do processo. A vergonha é você estar jogando esta porcaria, enquanto existem jogos bons lá fora te esperando.

Nada aqui é explicado – É tudo na intuição mesmo: Pra que diabos serve munição de shotgun que você começa, se você nao possui a porra da Shotgun ? Então presume-se que futuramente, você conseguirá uma. Mas não.

Outra coisa que pra mim foi uma raiva totalmente nova, é que o telhado das contruções não somem quando seu boneco chega perto delas. Eu quero ver o que há dentro do prédio, mas a droga do teto fica alí me atrapalhando, quando o certo seria desaparecer estilo The Sims para eu ver o que há dentro das coisas antes de eu entrar. Mas não.

E quando rola alguma ação ? Os personagens ficam parados com uma contagem descrescente até que seu boneco dispare a arma em diversas tentativas até que o inimigo faleça, ou você morra tentando. Mas aí você me diria:

Sim, eu sei que devem existir técnicas diferentes de surpreender os atiradores de forma que você não seja atingido. Mas é um trabalho tão colossal, que você começa a pensar se vale a pena fazer uma manobra de tantas voltas, pra matar só um boneco. Não tem aquele artifício de jogar uma moeda no chão pro vilão chegar perto e ser surpreendido pela sua faca atirada de longe silenciosamente como no Desperados. Mas você pode apertar o “pause” do jogo, e com calma esquematizar melhor a posição dos guerrilheiros, pra facilitar a ação.

Alguns momentos mais tarde meus personagens perdem a munição e passam a vagar pelo cenário, procurando balas para suas armas. Em muitos aspectos a experiência “gamística” se assemelha muito a aquela do Commandos, só que muito, muito deturpada e até meio mongol em algumas situações (como um inimigo pisotear um colega de trabalho morto e não perceber que o corpo de seu companheiro jaz alí, sobre suas botas) Também não tem mais a lei do silêncio; você pode explodir um tanque de combústivel, e só pessoas que estiverem a tipo, 10 metros vão se incomodar. Existem também outros personagens genéricos perambulando pelo cenário, mas ninguém se prontificava a delatar seus personagens. Tudo me incomoda aqui, é uma sensação de desconforto do início ao fim.

Tem certeza que você compraria um bicho desses ?

Mas o ápice foi quando meu personagem morreu, e ficou por isso mesmo. Nenhum aviso de Game Over, nem de Load Game… NADA. Minha expressão facial neste momento foi indescritível. Aliás, mentira, porque posso descrever sim — Fiquei 5 minutos com a cara estática esperando alguma mensagem, e quando nada aconteceu, mandei um 🙄 e depois de averiguar,  tristemente, que não havia mais o que fazer, executei o Load Game manualmente.

Sinceramente acho que um jogo nos moldes dos games antigos de tática, unido a uma reformulação gráfica e temas modernos, não teria como dar errado. Olha essa onda absurda de nostalgia gamer que estamos presenciando. Nunca se valorizou tanto os games clássicos como hoje em dia. Mas esta é uma tarefa que tem que ser feita com responsabilidade. Coisa que aqui nesta merda de jogo não é. Eu queria que uma platéia presenciasse a destruição em massa deste jogo, digna de um trator passando em cima de armas de fogo no chão, a fim de extinguir de vez sua existência da sociedade!

 

 


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Darksiders 2

 

Antes de mais nada, permitam-me lhes advertir pela crítica forte que vai rolar aqui. Sei que tem uma galera que joga no PC, e suas frustrações de não ter um equivalente digno de God of War. E não começa ativando seu senso de justiça deturpado porque meu argumento não é “Ah, mas esse é quase igual, é legal”, não. Quer dizer, até um certo ponto meio que até é igual, mas se tu realmente gosta do jogo pra playstation, tenta experimentar esse aqui, pra tu ver seus olhos e narinas jorrarem merda de raiva desse jogo.

Quando um game que eu quero muito entra “em cartaz” na Steam e similares, eu sinto um desespero incontrolável em te-lo o mais rápido possível. Alguma área escondida do meu cérebro não evoluiu do momento da minha infância onde eu pedia por todos os brinquedos que eu via. Logo ainda tenho esse desejo de possuir qualquer game por mais Darksiders 2 que ele for…

O jogo já começa na galhofagem do seu personagem cavalgando numa paisagem louca congelada em busca de algo que até o momento não dá pra saber ao certo. Depois de alguns saltos em paredes, se agarrar em bordas de muros, e aquele esquema todo a lá Prince of Persia, seu personagem se encontra com um velho místico que lhe explica a situação do jogo: Rolou uma CPI de seres celestiais, e War, que é o personagem do primeiro game é condenado. Então um conselho místico avisou aos irmãos de War o que aconteceu, coisa e tal. Só que Death, que é o irmão mais puto dele, sabendo da honra de seu irmão, resolve tirar satifação com essa turma.

Típica história de qualquer jogo que contenha um “2” no título, e não querem pensar muito sobre desenvolvimento da história. Isso me tirou um pouco da “seriedade”.  (Eu sempre começo os games levando 100% a sério, por mais idiota que isso possa ser)

E se havia restado qualquer seriedade depois disso, observem a anatomia Rob Liefield do personagem:

#challengeacepted #venimim #RobLiefildFeelings

Aí começa uma luta entre esse velho e seu personagem. No meio da luta, surge um espectro de seu irmão, que é IDENTICO a tí. Ele impiedosamente armado até a alma, e voce portando apenas duas foices gigantescas. E você derrota ele. Pronto. Menos de 7 minutos de jogo e o tom já tá completamente Zorra Total/Trem da Dilma.

Para quem jogou o primeiro jogo, sabe o status de poder que seu personagem War está no final do game. Ele aqui surge com as mesmas armas e poderes. E você sem nada. “Estão satirizando o primeiro jogo” Foi o que pensei nesse momento.

Mas prossigamos…

Veja bem, eu sou uma pessoa que gosta desse tipo de jogo de aventura. Sei que sempre vai rolar a mesma coisa de escalar paredes em cenários desertos e ruínas de outros cenários ainda mais desertos, e lugares que foram destruídos, mas possibilitando diversos tipos de escadas, apoios e outras pedras enfiadas na parede que servem exatamente de encaixe para a mão de seu personagem.

A ironia aqui é que os outros personagens no qual você interage são absurdamente diferentes de você em termos de condição corporal. Então porque Diabos os templos e outros lugares sagrados tem escadas, alavancas e dispositivos que são do SEU tamanho ? Nada faz sentido nessa merda mais.

Mas eu bloqueei esse fato na minha mente e fui em frente. Não tava nem aí. Passei uma semana baixando essa porcaria.

Eu tento fazer a melhor experiência possível: Fui atrás das moedas secretas pra comprar armas e armaduras melhores, não fugí dos inimigos, sempre executei todos os combos que eu possuia e procurei pelos símbolos que te dão achievements. O que uma coisa bizzarra por sí só ficar procurando em todo canto do game por simbolos que vão te dar achievements. Eu quero uma espada melhor, e não uma badge na Steam.


O jogo te dá opção de tu enfeitar seu boneco com armaduras diferentes, botas, pulseiras, cordões e afins. Em menos de 4 horas de jogo, meu boneco já estava completamente abarrotado de itens mágicos que são MUITO PARECIDOS um com o outro visualmente falando.

Depois de completar uma dungeon, matei um chefe e andei por outras dungeons matando outros monstros e constatei o óbvio: o jogo é só isso mesmo.

Eu cansei fácil. Não sei se quero mais jogar. Meu boneco tem 30 combos na lista de “movimentos de combate” mas na hora da ação sempre fico confuso em aplicar o golpe mais estiloso ou o eficaz, e as vezes nem sei qual é o apropriado pra hora certa. Não sei lidar com esse monte de golpes. Não sei de mais nada.

Não é a toa que tenho esse pensamento pra minha vida. Esse tipo de game contruiu minha programação psicológica durante muitos anos. Pra mim nunca teve essa de “Ah, melhor esperar o lançamento desse outro game aqui que é mais legal“. Não tem essa mermão! A curiosidade dá um override em todas as outras prioridades. Sejam elas quais forem. Por isso muitas vezes me pego executando mentalmente um Poker Face. É estranho, sei que é. Tu deve ter hábitos muito mais estranhos…

Esse jogo é uma merda. Fujam dele assim que virem sua capa em alguma loja. Sério.